sábado, 6 de junho de 2009

Um pouco de consciência não faz mal a ninguém!

Quem dera todos nós tivéssemos a consciência desta garota. Ela é uma prova de que ser adolescente não significa apenas usar as roupas da moda, estar antenado com os hits do momento, ter ídolos-vampiros. O mundo é muito mais dos que são jovens e ainda têm muito o que esperar do FUTURO. FAÇAMOS A NOSSA PARTE!!
://www.youtube.com/watch?v=Egxanrjsv3s

domingo, 24 de maio de 2009

Asalto paquistaní al corazón talibán - El País

El Ejército entra en Mingora, principal centro del valle del Swat y bastión islamista - Los militares aseguran que quedan en la zona unos 2.000 combatientes radicales.

ÁNGELES ESPINOSA - Islamabad - 24/05/2009



El Ejército de Pakistán anunció ayer su entrada en Mingora, el principal núcleo urbano del valle del Swat. Los talibanes se habían hecho fuertes en esa ciudad desde que hace dos semanas empezara la operación militar para expulsarlos del distrito. Se trata de una fase decisiva de los combates. Sólo si los soldados toman Mingora podrán decir que han recuperado el valle. Pero los insurgentes van a defender ese territorio estratégico que, a diferencia de las regiones montañosas tribales colindantes con Afganistán, les abre una vía de comunicación directa con el resto de Pakistán.

"Han empezado los combates en las calles de Mingora", anunció el general Athar Abbas durante una conferencia de prensa retransmitida por la televisión paquistaní. El portavoz aseguró que había duros enfrentamientos en el centro urbano y que 17 terroristas resultaron muertos el sábado. Según el recuento del Ejército, imposible de verificar, han perecido 1.100 talibanes y 58 soldados en la ofensiva. Abbas estima que entre 1.500 y 2.000 combatientes experimentados siguen en Swat.
Sólo los criminales que se alían con los radicales islamistas han huido ante la llegada del Ejército.

Esos milicianos, que según los analistas se curtieron en las batallas de Waziristán, no van a retirarse tan fácil de ese valle estratégico. "Tiene las comunicaciones y las infraestructuras perfectas para montar un centro de mando terrorista", explica el experto en el fenómeno talibán Ahmed Rashid.
"Los terroristas van a usar [a los civiles] como escudos humanos. Van a hacerles rehenes, por eso nos estamos moviendo con mucho cuidado", señaló el general Abbas. "La operación ha empezado y, si Dios quiere, vamos a llevarla hasta su lógico final". El portavoz militar estimó que en Mingora quedan entre 10.000 y 20.000 civiles, una fracción de los 360.000 habitantes que la ciudad tenía antes de los combates.
Quienes huyeron durante los levantamientos del toque de queda han declarado que los talibanes han minado la ciudad para impedir la salida de los residentes y utilizarlos de escudos humanos, una denuncia de la que a principios de semana se hizo eco Human Rights Watch. Esa organización de defensa de los derechos humanos también denunció que "el Ejército no parece tomar las precauciones necesarias en los bombardeos aéreos (...) que han provocado importantes pérdidas entre la población civil".
Las fuerzas de seguridad llevaban varios días preparándose para entrar en la ciudad, que aunque no es la capital del distrito constituye el principal centro comercial del valle. El centro administrativo, Saidu Sharif, situado en la orilla oriental del río Swat, se ha convertido en un barrio de Mingora. Su conquista es esencial para poder declarar el triunfo.
Este antiguo principado, que Pakistán se anexionó formalmente en 1969, albergaba la única estación de esquí del país. Era uno de los destinos favoritos de los recién casados. La comarca se convirtió en terreno vedado hace un par de años. De la mano de un fanático religioso local, el maulana Fazlullah, que hasta entonces operaba el remonte, los talibanes lograron hacerse con el control de las débiles instituciones del Estado mediante la intimidación.
Un primer intento del Ejército para recuperar el control, a finales de 2008, produjo una sangría. Aunque bien comunicado, el valle resulta fácil de defender. Desde sus atalayas, los talibanes repelían sin dificultad a los mal pertrechados miembros del Frontier Corps, la fuerza paramilitar sobre la que se descargó esa responsabilidad. Los uniformados optaron por firmar un alto el fuego en febrero y el Gobierno aceptó la petición de los insurgentes para que se implantara la sharía (ley islámica) en la región. Envalentonados, los barbudos empezaron a infiltrarse en los distritos vecinos de Buner y el Bajo Dir, provocando la intervención militar.
El Ejército también asegura haber limpiado de talibanes la localidad de Matta y haber avanzado en su bastión de Peochar. A pesar de esos progresos, el primer ministro, Yousuf Raza Gilani, rebajó las expectativas creadas por unas declaraciones del presidente, Asif Ali Zardari, sobre que la operación vaya a extenderse a Waziristán del Sur, la principal base de los talibanes paquistaníes. "No estamos tan locos como para abrir varios frentes", dijo.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Iraque 2009 - Notícias BBC Brasil

Atentados matam pelo menos 23 no Iraque

Ferido em hospital de Kirkuk, Iraque

O ataque em Kirkuk deixou oito mortos e vários feridos.

Pelos menos 23 pessoas morreram em uma série de atentados nesta quinta-feira em Bagdá e Kirkuk, no Iraque.

No distrito de Dora, zona sul de Bagdá, um homem-bomba matou 12 pessoas em um mercado. Segundo a polícia iraquiana, entre os mortos estariam três soldados americanos, mas o Exército dos Estados Unidos não confirmou a informação.

No ano passado, Dora era considerado um dos distritos mais perigosos da capital.

Uma outra bomba na delegacia do distrito de Al-Mamoun, no oeste da capital iraquiana, matou três policiais e feriu 19 pessoas, incluindo oito civis. A polícia disse que o artefato explosivo estava dentro de um depósito de lixo.

Em Kirkuk, um ataque contra uma milícia sunita aliada às tropas americanas matou oito pessoas. Um homem vestido com o uniforme da milícia entrou em uma fila para receber o pagamento de salários e detonou explosivos.

Fatos isolados

Os ataques aconteceram um dia depois de um atentado com um carro-bomba matar 40 pessoas no noroeste de Bagdá.

Representantes dos governos do Iraque e dos Estados Unidos afirmaram que os atentados recentes são "fatos isolados" que não prejudicam os esforços das tropas, que conseguiram reduzir a violência sectária no país. Eles afirmam que os atentados que aconteceram nos últimos dias são menos sofisticados do que os que vinham ocorrendo no país.

Abril foi o mês mais violento no Iraque este ano, com aumento de 40% no número de pessoas mortas em relação à março.

A correspondente da BBC em Bagdá Natalia Antelava afirma que muitas pessoas na capital sentem que a situação está se deteriorando e que poderia piorar ainda mais a partir de junho, quando as tropas americanas começarem a deixar algumas das principais cidades do Iraque.

sábado, 16 de maio de 2009

Reforma agrária? Não!

O governo de Fernando Henrique Cardoso anuncia ter beneficiado 482.206 famílias, mas as estatísticas indicam que esse número não passa de 234.062, das quais 60% estariam situadas em novas zonas desmatadas. Maurice Lemoine
No dia 24 de março de 2002, cerca de 500 camponeses ocuparam uma fazenda da família do presidente Fernando Henrique Cardoso. Alguns dias mais tarde, quatorze trabalhadores humildes, ligados ao Movimento dos Sem Terra, foram libertados, no Pará, depois de passarem 60 dias presos, por também terem ocupado uma fazenda, de propriedade do ex-presidente do Senado, Jader Barbalho, acusado de diversos delitos político-financeiros. No dia 23 de maio, José Maria Oliveira, major da Polícia Militar, foi condenado a 158 anos de cadeia por ser responsável pela morte de dezenove camponeses em Eldorado do Carajás, no dia 17 de abril de 1996. Assim como o coronel Mário Pantoja, outro dos oficiais acusados, e apesar das provas irrefutáveis, ficaria em liberdade, pois seus advogados pediram a anulação de ambos os julgamentos.
Assim, nesses três casos, poderia ser resumida a situação da questão agrária ao final do mandato do atual presidente da República brasileira.
Latifúndios à venda
Os latifúndios representam 1% das propriedades agrícolas e a área das vinte maiores propriedades fundiárias equivale à de 3,3 milhões de pequenos produtores
Os latifúndios (terras com mais de mil hectares), que representam 1% das propriedades agrícolas, ocupam 45% das áreas produtivas – muitas vezes não exploradas. A área correspondente às vinte maiores propriedades fundiárias equivale à de 3,3 milhões de pequenos produtores. Nesse meio tempo, pelo menos 3,5 milhões de famílias de camponeses espera pela reforma agrária.
O governo de Fernando Henrique Cardoso anuncia ter beneficiado 482.206 famílias (final de 2001), mas as estatísticas indicam que esse número não passa de 234.062, das quais 60% estariam situadas em novas zonas, abertas, de povoamento (o que agrava o problema do desmatamento). Por outro lado, o presidente promove uma política de venda de latifúndios (comprados a preço de ouro) aos camponeses (que não têm como pagar!), ao invés de democratizar o acesso à terra por meio da desapropriação. O MST, por sua vez, reivindica a transferência de terras improdutivas e já instalou 138 mil famílias em terras “ocupadas”. A resposta não se fez esperar: seus dirigentes ferozmente reprimidos, uma onda de expulsões, detenções arbitrárias e assassinatos de camponeses pobres.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O que é pedagógico? - Le Monde Diplomatique Brasil

SOCIEDADE EM REDE


A revolução que a internet promove nas relações sociais afetará radicalmente as trocas de informações e conhecimentos. Como a pegadogia está lidando com estas mudanças? De que modo se dispõe a lidar com modos de aprender e ferramentas que estão se tornando universais? Hernani Dimantas (02/08/2008)


O que é pedagógico? Não sou educador. Logo, não estou habilitado para falar sobre pedagogia. Por outro lado, quando penso na internet, mais especificamente nas redes sociais que emergem no espaço informacional, ou quando penso em inteligência coletiva, em capital social, em produção de subjetividade, enxergo as possibilidades que a cultura digital vem desvelar. Um impacto que atravessa toda a organização da civilização. E transforma radicalmente todas as áreas do pensamento humano.
A pedagogia também foi atingida. Assim, posso não entender de pedagogia. Mas, com certeza, a internet impacta absurdamente na forma de as pessoas aprenderem e ensinarem.
Neste sentido, parto das idéias que costumamos debater no MetaReciclagem [1]. Principalmente o processo de apropriação da tecnologia social. As redes sociais, sua topologia e conexões, ou aquilo que costumamos chamar de conectazes, em que a impermanência tem ação inequívoca na transformação social. Este processo tem sido inspirador de muitos projetos de inclusão digital no Brasil.
Essa apropriação tem mais a ver com a forma como as pessoas conversam na rede. Pessoas que conversam com outras pessoas. Uns que ensinam os outros. Uns que aprendem com os outros. Numa dinâmica que só é possível quando temos as redes sociais como plataforma pública.
Aprendizado e conhecimento são, como diz Seely Brown, resultados do "entrelaçamento de múltiplas forças: conteúdo, contexto e comunidade". Nas redes sociais, essa ecologia está sempre presente
Bem, pelo menos para mim esta é a maneira por meio da qual nos alimentamos da conectividade. Aprendo muito navegando pelo conhecimento livre que encontro pelo meu caminho. John Seely Brown diz: "o que sabemos agora que não sabíamos há dez anos? O aprendizado e o conhecimento são resultados do entrelaçamento de múltiplas forças: conteúdo, contexto e comunidade". Nas redes sociais encontramos essa ecologia da aprendizagem.
Minhas dúvidas são reveladas na rede. Nos fóruns, em listas, encontro aquilo que outras pessoas estão fazendo. Pessoas postam dúvidas. Outros postam soluções. As pessoas blogam sobre diversos temas. Já li coisas lindas em blogs. As conversas das multidões hiperconectadas.
Logo, ensinar nessa realidade pressupõe conhecer as entranhas da rede. Pois quando as pessoas estão conectadas elas procuram outras pessoas para conversar. Querem estar no Orkut, bater papo no MSN, buscar aquilo que é relevante para cada um.
Não sei como a pedagogia está lidando com essas novas variáveis. Este é um grande desafio. Entretanto, como afirmei, nada entendo de pedagogia. Mas fui conferir no dicionário, e ele me diz que pedagogia "é a ciência que estuda os problemas relacionados com o seu desenvolvimento como um todo; é o conjunto de métodos que asseguram a adaptação recíproca do conteúdo informativo aos indivíduos que se deseja formar".
E mesmo a ortodoxia dicionarística só explicita o que fazemos na prática: o "desenvolvimento como um todo", a "adaptação recíproca do conteúdo informativo". Ou seja: não entendo de pedagogia, mas entendo desse fuzuê cibernético. E nessa composição estamos prontos para conversar.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

E agora, Brasil? Mais uma campanha?

É chuva. É água. E muita! Desta vez no nordeste. Agora não são olhos verdes ou azuis que choram. Desta vez não é um patrimônio turístico que está em risco. O pior: desta vez toda a tragédia acontece no estado mais pobre do país. Nem as reportagens na tevê têm um tom de pesar. Apenas relatam. Será que nós, nordestinos, estamos tão acostumados às tragédias que nem manchetes que dêem ibope merecemos? Lembro-me agora da resposta de uma senhora em uma das reportagens que vi: “é esperar baixar a água e voltar para limpar tudo”. O que diz esta senhora é um retrato da realidade. Infelizmente não se espera muito. Vamos todos nos mobilizar mais uma vez? Quero ver todo o Brasil enviando água, roupas, alimentos, colchões; Quero ver as sedes de grandes times de futebol servindo de ponto de recepção de doações para o Maranhão. Quero ver artistas se envolvendo, vestindo uma camisa que diga: ajude o Maranhão. Vamos, Brasil!!
Carol Bello

segunda-feira, 30 de março de 2009

Desenvolvimento X Subdesvolvimento - Josué de Castro

"O subdesenvolvimento não é, como muitos pensam equivocadamente, insuficiência ou ausência de desenvolvimento. O subdesenvolvimento é um produto ou um subproduto do desenvolvimento, uma derivação inevitável da exploração econômica colonial ou neocolonial, que continua se exercendo sobre diversas regiões do planeta".

Os países do Terceiro Mundo são subdesenvolvidos, não por razões naturais - pela força das coisas - mas por razões históricas - pela força das circunstâncias. Circunstâncias históricas desfavoráveis, principalmente o colonialismo político e econômico que manteve estas regiões à margem do processo da economia mundial em rápida evolução. Na verdade, o subdesenvolvimento não é a ausência de desenvolvimento, mas o produto de um tipo universal de desenvolvimento mal conduzido. É a concentração abusiva de riqueza - sobretudo neste período histórico dominado pelo neocolonialismo capitalista que foi o fator determinante do subdesenvolvimento de uma grande parte do mundo: as regiões dominadas sob a forma de colônias políticas diretas ou de colônias econômicas. O subdesenvolvimento é o produto da má utilização dos recursos naturais e humanos realizada de forma a não conduzir à expansão econômica e a impedir as mudanças sociais indispensáveis ao processo da integração dos grupos humanos subdesenvolvidos dentro de um sistema econômico integrado. Só através de uma estratégia global do desenvolvimento, capaz de mobilizar todos os fatores de produção no interesse da coletividade, poderão ser eliminados o subdesenvolvimento e a fome da superfície da terra. O maior de todos esses erros foi considerar o processo do desenvolvimento em toda parte como semelhante ao desenvolvimento dos países ricos do Ocidente. Uma espécie de etnocentrismo conduziu os teóricos do desenvolvimento a assentar as suas idéias e estabelecer os seus sistemas de pensamento em concepções de economia clássica que ignoravam quase totalmente a realidade sócio-econômica das regiões de economia ocidental capitalista, uma economia socialista em elaboração acelerada e uma rede de abastecimento e de venda no resto do mundo. Não se ocupavam, pois, das estruturas econômicas desse resto do mundo, abandonado quer aos sociólogos, quer, antes, aos folcloristas. Esta tremenda desigualde social entre os povos divide economicamente o mundo em dois mundos diferentes: o mundos dos ricos e o mundo dos pobres, o mundo dos países bem desenvolvidos e industrializados e o mundo dos países proletários e subdesenvolvidos. Este fosso econômico divide hoje a humanidade em dois grupos que se entendem com dificuldade: o grupo dos que não comem, constituido por dois terços da humanidade, e que habitam as áreas subdesenvolvidas do mundo, e o grupo dos que não dormem, que é o terço restante dos países ricos, e que não dormem, com receio da revolta dos que não comem. Um dos fatores mais constantes e efetivos das terríveis tensões sociais reinantes é o desequilíbrio econômico do mundo, com as resultantes desigualdades sociais. Constitui um dos maiores perigos para a paz o profundo desnível econômico que existe entre os países economicamente bem desenvolvidos de um lado, e de outro lado os países insuficientemente desenvolvidos. Desnível que se vem acentuando cada vez mais, intensificando as dissensões sociais e gerando a inquietação, intranqüilidade e os conflitos políticos e ideológicos. Ora, o problema do subdesenvolvimento não é exclusivo destes países; é antes um problema universal, que só pode ter soluções igualmente em escala universal. Viver na opulência, num mundo em que 2/3 estão mergulhados na miséria, não é apenas perigoso, é um crime. A tensão social na qual se vive hoje é, na maior parte das vezes, o produto desta conhecida injustiça social, uma vez que os povos dominados tomaram consciência da realidade sócio-econômica do mundo, nesta fase da história da humanidade que vivemos, fase de transformações explosivas, caracterizadas essencialmente por explosões diversas: a explosão psicológica dos povos explorados, não menos perigosa do que a explosão atômica com a qual se abriu uma nova era no nosso planeta: a era atômica. É urgente restabelecer o equilíbrio econômico do mundo aterrando o largo fosso que separa os países bem desenvolvidos dos países subdesenvolvidos, sem o que é bem difícil que se consiga a verdadeira paz e a tranqüilidade entre os homens. Nenhuma tarefa internacional se apresenta mais árdua, mas ao mesmo tempo mais promissora para o futuro do mundo, do que a do desenvolvimento econômico destas áreas mais atrasadas, onde os recursos naturais e os potenciais geográficos se conservam relativamente inexplorados. A paz depende mais do que nunca do equilíbrio econômica do mundo. A segurança social do homem é mais importante do que a segurança nacional baseda nas armas.Igualmente falso é o conceito de desenvolvimento avaliado unicamente à base da expansão da riqueza material, do crescimento econômico. O desenvovimento implica mudanças sociais sucessivas e profundas, que acompanham inevitavelmente as transformações tecnológicas do contorno natural. O conceito de desenvovimento não é meramente quantitativo, mas compreende os aspectos qualitativos dos grupos humanos a que concerne. Crescer é uma coisa; desenvolver é outra. Crescer é; em linhas gerais, fácil. Desenvolver equilibradamente, difícil. Cada vez se pergunta com mais insistência se desenvolver-se significa desumanizar-se, nesta frenética busca de riqueza, de acordo com a fórmula preconizada pelo Ocidente de maximizar os lucros em vez de maximizar as energias mentais que enriquecem com mais rapidez a vida dos homens e podem dar-lhes muito mais felicidade. O problema do desenvolvimento do Terceiro Mundo, e mesmo o do mundo inteiro que ainda se apresenta subdesenvolvido sob certos aspectos, é antes de tudo um problema de formação de homens. Se a revolução industrial dominou o século XIX, é a revolução cultural que deve dominar o século XX, isto é, a criação de uma cultura capaz de encontrar verdadeiras soluções para os grandes problemas da humanidade. O subdesenvolvimento é uma forma de subeducação. De subeducação, não apenas do Terceiro Mundo, mas do mundo inteiro. Para acabar com ele, é preciso educar bem e formar o espírito dos homens, que foi deformado por toda parte. Só um novo tipo de homens capazes de ousar pensar, ousar refletir e de ousar passar à ação poderá realizar uma verdadeira economia baseada no desenvolvimento humano e equilibrado. As contradições do desenvolvimento são múltiplas. Desenvolvimento significa ao mesmo tempo mutação e disciplina. Mas a disciplina impede muitas vezes a mutação. É o conservantismo das sociedades que alcançaram um auto grau de desenvolvimento, que se tomam como modelo ideal de sociedade e passam a combater o desejo da transformação. Encarar aspectos isolados do problema na luta contra o subdesenvolvimento parece-nos algo ultrapassado, pois sabemos que as fórmulas tradicionais, as medidas isoladas e as concessões limitadas não bastam. A gravidade do problema requer urgentemente a adoção de uma estratégia global do desenvolvimento, comportamento e medidas convergentes por parte dos países desenvolvidos, assim como dos países em vias de desenvolvimento. Só há um tipo de verdadeiro desenvolvimento: o desenvolvimento do homem. O homem, fator de desenvolvimento, o homem beneficitário do desenvolvimento. É o cérebro do homem a fábrica de desenvolvimento. É a vida do homem que deve desabrochar pela utilização dos produtos postos à sua disposição pelo desenvolvimento.

(1992) - Capítulo 1A humanidade se encontra em um momento de definição histórica. Defrontamos-nos com a perpetuação das disparidades existentes entre as nações e no interior delas, o agravamento da pobreza, da fome, das doenças e do analfabetismo, e com a deterioração contínua dos ecossistemas de que depende nosso bem-estar.

Disponível em: http://www.josuedecastro.com.br/port/desenv.html

quinta-feira, 12 de março de 2009

Algunas muestras de las lenguas oficiales de España.

Texto em português:
Declaração Universal dos Direitos Humanos. Artigo 1: Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

1. Castellano:
Declaración Universal de Derechos Humanos. Artículo 1 : Todos los seres humanos nacen libres e iguales en dignidad y derechos y, dotados como están de razón y conciencia, deben comportarse fraternalmente los unos con los otros.

2. Catalán - Català:
Declaració Universal de Drets Humans. Article 1: Tots els éssers humans neixen lliures i iguals en dignitat i en drets. Són dotats de raó i de consciència, i han de comportar-se fraternalment els uns amb els altres.

3. Gallego - Galego:
Declaración Universal dos Dereitos das Persoas. Artigo 1ª : Tódolos seres humanos nacen libres e iguais en dignidade e dereitos e, dotados como están de razón e conciencia, díbense comportar fraternalmente uns cos outros.

4. Vasco - Euskera:
Giza Eskubideen Aldarrikapen Unibertsala. 1. atala : Gizon-emakume guztiak aske jaiotzen dira, duintasun eta eskubide berberak dituztela; eta ezaguera eta kontzientzia dutenez gero, elkarren artean senide legez jokatu beharra dute.

segunda-feira, 2 de março de 2009